Gungunhana em Praga

 


Praga:

Canecas de cerveja, cheias, pela metade, com espuma. Fiquei seriamente na dúvida sobre se é tradição ou simplesmente, uma forma de poupar na cerveja. Enfim, prefiro a primeira opção, mesmo que esteja enganado.

Descobri tasca fixe em Praga onde Václav Havel e Bill Clinton tomaram uns copos. Barulho, mesas corridas e quando nos sentamos colocam logo uma caneca de cerveja em cima da mesma assumindo que não estamos lá com outro propósito. Partilhei mesa com húngaros e checos os quais partilharam comigo o tártaro que estavam a comer.

Chama-se "U Zlatého tygra".

Só aceitam dinheiro, mas por outro lado, aceitam cães, o oposto de Café Slavia onde fui após o descreverem como um local frequentado por revolucionários e intelectuais nos anos oitenta.

Café elegante. Muito bonito, mas incapaz de albergar revolucionários. Ninguém planeia uma revolução num ambiente tão asséptico como aquele, nem mesmo uma revolução de veludo.

Seja como for, tem um relógio de parede lindíssimo que apetece roubar, clientela elegante que o frequenta antes de ir ao teatro situado em frente e por fim, um quadro que representa os efeitos do absinto, bebida muito comum em Praga.

Um homem sentado numa mesa acompanhado de uma fada verde.

Qualquer revolução planeada num local daqueles está condenada ao fracasso (ninguém imagina um "coup d'état" a ser planeado num local onde se bebe "prosecco" e se comem brioches) porém, vale a pena tentar.

Um abraço de Praga.

Ps - a fada verde manda cumprimentos.

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